segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Familia Monoparental


Entende-se por família monoparental “As famílias formadas por um dos pais e seus descendentes, organizando-se tanto pela vontade de assumir a maternidade ou paternidade sem a participação do outro progenitor, quanto por circunstâncias alheias à vontade humana, entre as quais a morte, a separação, o abandono.”
Em tempos no meio de uma conversa, surgiu este tema “Monoparentalismo”, onde afirmei que este era um fenómeno cada vez mais comum, principalmente em sociedades desenvolvidas como por exemplo as do Norte da Europa. Como resposta, obtive um Não bem redondo. Continuo convicto da minha opinião e não é preciso de ir muito longe para a fundamentar, dado que basta apenas uma pesquisa na Internet para confirmar isso mesmo.
No seguimento do individualismo abordado anteriormente e das suas consequências a nível da definição família, também o "Monoparentalismo" se pode considerar como um novo conceito de família.
Ao contrário do que acontecia à uns anos atrás em que este tipo de famílias tinham origem em acontecimentos como exemplo a morte, o divórcio ou outra, verificamos hoje que este fenómeno tem vindo a ser considerado como uma opção e não uma imposição.
Considero que este fenómeno é perfeitamente aceitável. Prefiro sinceramente ver uma criança educada apenas por um elemento ou até mesmo dois (inclusive do mesmo sexo) do que ver uma criança a crescer numa instituição. Lembro que não tenho nada contra e que estas instituições tem o seu lugar em qualquer sociedade, apenas não concordo com a hipocrisia de entender-se este fenómeno natural quando é imposto e continuar-se a negar a possibilidade de ser uma opção.
O preconceito (maldade) está nos olhos de quem vê e que em muitas situações essas mesmas não assumem correctamente o seu papel no tradicional conceito familiar.
Para aqueles que apenas acreditam na família tradicional, digo que ou rapidamente aceitam as alterações sociais que se começam a notar cada vez mais ou se auto-excluirão do futuro que se avizinha…..
Obrigado e até à próxima…..
© [2010]César de Oliveira

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Individualismo


 Aproveitando as questões colocadas na publicação anterior, " Início", efectuo a transição para este novo tópico.
Começo assim por relembrar as questões colocadas:  "Qual a influência das redes sociais como potencias meios de tornar os seus users em anti-sociais por comodismo?????" e "É de mim ou será que nós usamos o pc e as redes sociais para nos desviarmos da realidade ou até fugir dela?!!!??!!" 

Considero que estas situações são consequências das várias alterações sociais a que assistimos nas últimas décadas. Cada vez mais existe um individualismo e um crescimento exponencial das famílias monoparentais. (Tema a desenvolver futuramente)
O termo família tem a tendência para afastar-se cada vez mais do termo institucionalizado ao longo do tempo. Nos dias de hoje, a família é constituída pelas pessoas que se encontram à nossa volta independentemente dos laços sanguíneos.
Assistimos ainda a uma substituição dos laços familiares e das antigas amizades pelas novas amizades à medida que nos deslocamos ou o meio envolvente se altera.
Os melhores amigos de há 10 anos, hoje em dia podem não passar de uma mera presença numa Rede Social, quanto mais não seja pelos momentos que partilhámos juntos. A distância, as alterações na vida de cada um alteraram o nosso ponto de vista e todas as afinidades que tínhamos hoje não existem mais. O que nos leva a manter então o contacto? Para mim, faz todo o sentido. Só saberemos para onde vamos se soubermos de onde viemos….
As relações familiares dependem daquilo que os nossos pais aprenderam e dos valores que lhes foram incutidos. Existem cada vez menos famílias em que qualquer situação é partilhada por toda a família e o espírito de cooperação ainda se mantém forte.
Cada vez mais famílias optam ou a vida as leva a isso, por um individualismo extremo.
Exemplo disto mesmo, são os pais que vivem juntos mas que não têm tempo para dedicar aos seus filhos e que os compensam os com outras coisas, como por exemplo jogos e TV. Lembrem-se que um jogo não substitui um carinho….
Estes filhos irão ter a tendência de ensinar/transmitir aos seus, o mesmo que aprenderam.
Muitas vezes justificam esta situação com…"Não tenho tempo porque farto-me de trabalhar para dar o melhor aos meus filhos"!
Sim, não tenho qualquer dúvida disso. Mas coloco então uma outra questão:
- Não seria preferível viver com um pouco menos, mas 30 anos depois olhar para a pessoa e dizer este é o meu pai ou a minha mãe do que olhar e ver dois estranhos que durante toda a minha vida não brincaram comigo ou me dedicaram qualquer atenção?
Mas para quê levantar questões? É concerteza mais cómodo pensar que é normal e substituir esses laços por outros virtuais numa qualquer rede social em que no dia em que for necessário nenhum desses amigos nos socorre.
Nada permanece igual ao longo dos tempos e julgo que de uma ou de outra forma todos precisamos de laços afectivos e que cada um saberá o que fazer para se adaptar às novas sociedades, preservando um passado…
Obrigado e até à próxima…..
© [2010]César de Oliveira

terça-feira, 9 de novembro de 2010

O inicio....


Após ter visto o filme "A Rede Social", lembrei-me de criar um blog.
Nos dias de hoje não existe a pré-disposição para escrevermos uma carta a uma pessoa que está longe, optamos apenas por enviar uma mensagem privada ou colocar um post no Facebook.
A ansiedade de esperar pelo carteiro foi de facto substituida por um simples clique e puff ali está uma mensagem ou um simples comentário.  As 50 linhas escritas à mão foram trocadas por meia dúzia de palavras sem qualquer significado.
Contudo, ao ver um filme lembrei-me ainda de que podia estar rico neste momento, e o facto de não estar agradeço ás pessoas que me rodeavam e que se fizeram ouvir!
Há cerca de 15 anos atrás tive a brilhante ideia de tentar escrever um livro com as peripécias que iam acontecendo naqueles tempos de rebeldia...Cerca de 20 adolescentes da mesma idade criam de facto uma série de acontecimentos diários dignos de reflexão. Namoricos mal sucedidos, frustrações, rivalidades, mini-grupos e principalmente muita má lingua........
Quando a minha ideia foi exposta ao grupo foi bonito de se ver. Já na altura tinha a ideia de que a a vida de cada um é privada, pelo que decidi questionar cada um se podia efectivamente escrever sobre determinada pessoa, situação ou acontecimento.
Escusado será dizer que as respostas foram maioritáriamente negativas e quase que levei uma tareia....Assim lá se foi uma ideia brilhante...Hoje é ver essas pessoas a exporem a sua vida privada, lavar roupa suja diante de um mundo inteiro e sem qualquer barreira. Por incrivel que pareça, as vozes mais activas de há 15 anos são de facto as mais activas nos dia de hoje pela negativa.
Eu pergunto a mim próprio, será que meia dúzia de folhas que hoje estariam perdidas num canto cheio de livros tem mais impacto que uma palavra dita numa Rede Social?
Pois, este tema leva-me ainda a crer que a hipocrisia fez e continua a fazer parte da vida de muita gente.....
Sou um grande adepto das redes sociais e do que estas nos permitem, mas uns bons jantares entre amigos, telefonar a uma pessoa que está longe continuam a ser preferiveis a meia dúzia de palavras sem sentido e partilhadas com meio mundo....
Obrigado por tudo e quanto ao ficar rico, nahhhh.......Não seria isso que me faria feliz ;)