Ontem vi um Grande Filme no cinema – “A Árvore da Vida”. Simplesmente fantástico, uma banda sonora estrondosa, bons actores e um tema nem sempre fácil de entender. Aliás fiquei com a sensação de que 90% das pessoas não entendeu o significado do filme.
Um misto das várias interpretações do que se entende por Árvore da Vida.
Temos o cenário religioso (Um símbolo representativo da garantia de vida eterna, da parte de Deus). Neste caso só seria permitido comer o fruto com a permissão de Deus, motivo pelo qual Adão e Eva foram expulsos do Jardim do Éden e assim retirada a possibilidade da Vida Eterna.
Também, nesta perspectiva o fruto era o símbolo do conhecimento do bem e do mal.
Outro cenário é o cabalístico. Neste, a essência é universal, o que muda é a emanação de cada Sephirah. As três sephiroth superiores formam um mundo abstrato e representam o estado potencial. As seis sephiroth interiores formam o elo entre o abstrato e a matéria. Estão interligadas entre si. A última sephirah inferior é a representação do nível material.
No pilar esquerdo da árvore rege o princípio feminino. No pilar direito da árvore rege o princípio masculino. No pilar central da árvore existe a ligação entre os dois princípios.O topo da árvore representa o bem e a base o mal.
Por último o conceito filogenético , por vezes também designada por Árvore da Vida, é uma representação gráfica, em forma de uma árvore, das relações evolutivas entre várias espécies ou outras entidades que possam ter um ancestral comum.
A luta constante entre o bem e o mal, o que é certo ou errado, as dúvidas em algo que sempre se acreditou, são questões que se encontram bem presentes no filme.
Em todos os conceitos existe a base da criação, a vida, e as evoluções que a mesma sofre ao longo dos tempos e o fim dos tempos.
Quer na religião, quer na versão naturalista, tudo é passageiro e em busca da perfeição. Essa perfeição apenas é atingida quando se perceber o que é certo ou errado, as diferenças entre o bem e o mal ou ainda a simples admiração pelo maior bem que se pode alcançar. O facto de vivermos. Sentir o pulsar do nosso coração, o respeito pelo que nos rodeia e principalmente amar tudo e todos.
Tal como a natureza renasce também o ser humano volta à Vida para perceber o que não teve oportunidade ou não soube entender. Um verdadeiro ciclo vicioso onde estamos inseridos que facilmente é quebrado se soubermos interpretar que tudo se rege pelo equilíbrio.
Claro que cada um terá a sua interpretação :)
Obrigado e até à próxima…..
© [2010]César de Oliveira
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